sexta-feira, 23 de maio de 2014

V Congresso Internacional de Terapia Neural - Post 01

O congresso começou muito bem. Chamou a atenção que, seguindo uma tendência mundial, os profissionais de saúde  precisam compreender as disfunções e patologias a partir de outras matrizes, como a extra-celular, a celular, a corporal e a neurovegetativa.

Hoje se destacaram palestras tratando sobre pontos de convergência entre o stress psicoemocional, as disfunções mecânicas do tecido conjuntivo, sobretuto das fáscias (incluindo princípios de tensegridade, e mecanotransdução), mediadas pelo sistema neurovegetativo. As disfunções resultantes podem ser
processos álgicos, irritativos, inflamatórios, inclusive mecânicos sobre as cadeias fasciais e que podem ser seriamente influenciados por campos de interferência neural dentários ou cicatrizes na pele ou no interior.
Macromoléculas de matriz extracelular. Karp,2005
Compreender esta perspectiva e interferir positivamente nas disfunções é o papel de uma atenção à saúde mais integrativa, partindo do modelo mais ortodoxo ou cartesiano para outro mais humanista, chamado na Alemanha de Medicina Biológica. Num primeiro momento, parece destoar da visão mais positivista à qual estamos habituados. Mas quando começamos a integrar e aplicar novos conceitos a partir do pro'prio modelo da Matriz Extracelular de Pischinger, mudamos muito a forma de examinar e intervir na recuperação da saúde e favorecendo a qualidade de vida dos nossos pacientes/clientes.

De Istambul.




segunda-feira, 21 de abril de 2014

Três interessantes evidências sobre a Terapia Neural.


Development and implementation of a 'curriculum complementary and alternative
medicine' at the Heidelberg Medical School]
. [German] Joos S. Eicher C.
Musselmann B. Kadmon M. Forschende Komplementarmedizin (2006). 15(5):251-60,
2008 Oct.

BACKGROUND: The 9th revision of the Medical Training Regulations for Physicians
(AAppO) in October 2003 included the new compulsory interdisciplinary subject
'Rehabilitation, Physical Medicine and Complementary and Alternative Medicine (CAM)'
(QB 12). The present article describes the development of a 'CAM curriculum' for
undergraduate education, its implementation in the QB 12 at the Heidelberg Medical
School and its evaluation. METHODS: According to the 6-step approach by Kern, the
following aspects are presented: requirements, experiences/interests of students,
learning targets, development of practical training courses and lectures, implementation,
and evaluation. Experiences/interests of students were assessed by a self-developed
questionnaire. Practical training courses and lectures were evaluated by school marks
(1 through 6) and by a modified version of the HILVE-I. RESULTS: A selection of CAM
methods to be included in the curriculum was made by the participating lecturers based
on the criteria 'evidence' and 'prevalence in health care'. Learning targets were defined
in terms of knowledge, skills and attitudes. On this basis, practical training
courses/lectures comprising classical naturopathy, acupuncture/ traditional Chinese
medicine and neural therapy were developed and integrated in the QB 12. Regular
evaluations of the practical training courses/lectures constantly reveal good results. 69%
of the 219 students questioned indicated to be interested in CAM, 27% already had
gained experience with CAM themselves. DISCUSSION: The well-evaluated CAM
courses/lectures indicate a successful development and implementation of the 'CAM
curriculum' in the QB 12 at the Heidelberg Medical School. Thus, the requirements of
the AAppO are met. Moreover, implementation of CAM in undergraduate education
allows for the importance CAM has in every-day care of patients in Germany. 2008 S.
Karger AG, Basel

Clinical efficacy of neural therapy for the treatment of atopic dermatitis in dogs.
Bravo-Monsalvo A. Vazquez-Chagoyan JC. Gutierrez L. Sumano H. Acta Veterinaria
Hungarica. 56(4):459-69, 2008 Dec.

The aim of this trial was to assess the clinical efficacy of neural therapy (NT) when
treating canine atopic dermatitis. Eighteen dogs (no control group), with at least a 12-
month history of having nonseasonal atopic dermatitis, were included. No medication
with either glucocorticoids or cyclosporin was allowed during the trial. One set of NT was
given by injecting an intravenous dose of 0.1 mg/kg of a 0.7% procaine solution,
followed by 10 to 25 intradermal injections of the same solution in a volume of 0.1-0.3
mL per site. Dogs were given 6-13 sets of NT during the therapy. The dermatological
condition of each patient was evaluated before and after the treatment using two scales:
the pruritus visual analogue scale (PVAS) and the canine atopic dermatitis extent and
severity index (CADESI). The reduction of pruritus was statistically significant using a
Wilcoxon matched-pairs signed-ranks test (P < 0.001). No adverse side effects were
observed. NT seems to be an effective alternative to control signs related to canine
atopic dermatitis.

Patient satisfaction of primary care for musculoskeletal diseases: a comparison
between Neural Therapy and conventional medicine.
Mermod J. Fischer L. Staub L.
Busato A. BMC Complementary & Alternative Medicine. 8:33, 2008.

BACKGROUND: The main objective of this study was to assess and compare patient
satisfaction with Neural Therapy (NT) and conventional medicine (COM) in primary care
for musculoskeletal diseases. METHODS: A cross-sectional study in primary care for
musculoskeletal disorders covering 77 conventional primary care providers and 18
physicians certified in NT with 241 and 164 patients respectively. Patients and
physicians documented consultations and patients completed questionnaires at a one-
month follow-up. Physicians documented duration and severity of symptoms, diagnosis,
and procedures. The main outcomes in the evaluation of patients were: fulfillment of
expectations, perceived treatment effects, and patient satisfaction. RESULTS: The most
frequent diagnoses belonged to the group of dorsopathies (39% in COM, 46% in NT).
We found significant differences between NT and COM with regard to patient
evaluations. NT patients documented better fulfilment of treatment expectations and
higher overall treatment satisfaction. More patients in NT reported positive side effects
and less frequent negative effects than patients in COM. Also, significant differences
between NT and COM patients were seen in the quality of the patient-physician
interaction (relation and communication, medical care, information and support,
continuity and cooperation, facilities availability, and accessibility), where NT patients
showed higher satisfaction. Differences were also found with regard to the physicians'
management of disease, with fewer work incapacity attestations issued and longer
consultation times in NT. CONCLUSION: Our findings show a significantly higher
treatment and care-related patient satisfaction with primary care for musculoskeletal
diseases provided by physicians practising Neural Therapy.


 From:

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Fisioterapia Neural, instrumento do Fisioterapeuta Clínico



Fisioterapia Neural é a abordagem que diagnostica e trata distúrbios do sistema nervoso autônomo que se manifestam nas disfunções habitualmente tratadas pelos fisioterapeutas, tais como bursites, epicondilites, enxaquecas, tenossinovites, sequelas de fraturas e traumatismos, bloqueios osteomioarticulares, miosites, artrites, hérnias discais, fibromialgia e dores musculoesqueléticas como um todo.
Os distúrbios são geralmente associados a campos neurais de interferência, são instáveis eletrofisiologicamente e emitem sinais que desequilibram o sistema nervoso autônomo.
Rede neural simpática
Tais distúrbios desencadeiam respostas irritativas, inflamatórias e álgicas, desequilibrando as funções osteomioarticulares, e de órgãos e sistemas corporais.
Cicatrizes, distúrbios dentários, processos infecciosos locais e outros podem gerar campos de interferência, os quais merecem um cuidado à parte. Por exemplo, uma cicatriz de cirurgia abdominal pode desencadear quadros de enxaqueca crônica, refluxo, tinnitus, cólon irritável, distúrbios do sono e quadros depressivos que podem ser devidamente reequilibrados com estímulos adequados administrados pelo fisioterapeuta.
O sistema nervoso autônomo, nos seus componentes simpático e parassimpático, reagem a estímulos estressores de diversas formas. Síndromes miofasciais e outras síndromes dolorosas podem ocorrer. Funções viscerais podem ser afetadas causando refluxo, asma, angina, irregularidades menstruais, etc. A princípio, as disfunções musculoesqueléticas possuem um componente neurovegetativo, seja simpático ou parassimpático.
O fisioterapeuta ao diagnosticar as disfunções cinesiológicas funcionais, identifica os campos neurais afetados e administra estímulos específicos visando reequilibra-los. Os estímulos geralmente respeitam a organização segmentar do corpo.
O termo Fisioterapia Neural tem um novo significado para o fisioterapeuta mundialmente, intervindo na regulação do sistema nervoso autônomo na atenção às disfunções dolorosas e cinéticas funcionais humanas, induzindo processos de auto-regulação e de reequilíbrio.
A abordagem soma benefícios e resultados positivos às abordagens mais modernas, incluindo aquelas de reprogramação postural, manipulativas, osteopáticas, cinesioterapêuticas, eletrotermofototerapêuticas, acupuntura (bioenergéticas), hidrocinesioterapêuticas e outras.
Trata-se de abordar componentes neurovegetativos normalmente não contemplados em outros métodos, com agulhamento favorecido por agente neuralterapêutico, amplificador do estímulo aplicado.
Os estímulos desencadeam alterações nos canais de cálcio e funções mitocondriais, normalizando o potencial de ação da membrana celular nos sítios afetados.
No curso são explorados os princípios fisiológicos, patológicos, propedêuticos e terapêuticos, fechando uma completa abordagem que assiste às disfunções musculoesqueléticas, neuromusculares, cardiopulmonares e intertegumentares.
É uma das principais ferramentas do FISIOTERAPEUTA CLÍNICO de vanguarda.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Entenda mais sobre a Fisioterapia Neural.

Curso em Fortaleza: início em 24/11/13.

Postamos nesta data o teaser que produzimos sobre a Fisioterapia Neural, uma vez que oferecemos cursos para compartilhar a abordagem com os colegas. Em 2013 teremos ainda um curso em Fortaleza.


Curso 80% "hands-on", com consultas e intervenções terapêuticas com pacientes.

Módulo 1: 24 a 26/11/2013
Módulo 2: 8 a 10/12/2013

Ementa: Bases fisiológicas do sistema neurovegetativo; concepção do processo de saúde e seus desequilíbrios; propedêutica; campos de interferência; neuralterapêuticos; técnicas segmentares e ganglionares; estudos de caso.

Conteúdo programático:

    Bases filosóficas de Pavlov e Speransky
    Anatomofisiologia neurosegmentar
    Propedêutica
    Relações segmentares dos compartimentos corporais
    Campos de Interferência
    Introdução à Odontologia Neurofocal
    Farmacologia dos neuralterapêuticos: procaína e lidocaína
    Técnicas segmentares
    Técnicas ganglionares
    Técnicas tronculares
    Relações neuralterapêuticas com a cinesiologia
    Implicações sobre a fáscia
    Estudos de caso

Número de vagas: 36 participantes entre profissionais de saúde e acadêmicos da área da saúde de último ano.
A taxa de inscrição inclui: acesso a todas as atividades do curso, kit básico de terapia neural com seringa carpule + 10 tubetes com neuralterapêutico + 6 agulhas e estojo; apostila, CD com bilbiografia (material em inglês e espanhol) bloco e caneta. Será conferido certificado aos participantes com frequência igual ou superior a 75% das atividades.

Mais informações:
(85) 9152-4786 / 9997-2132 - Dr. Wiron Lima
(85) 8601-4642 - Dr. Jonas Marques
(86) 9911-8787 - Dr. Oséas Moura

Horários:
Domingo: de 09:00 às 12:20 e de 14:10 às 17:30
Segunda-feira e Terça-feira: de 14:00 às 22:10

Carga horária: 2 módulos de 30 h/a, totalizando 60 h/a.

Inscrições :http://www.compreoseu.com.br/site/index.php?doc_id=5&evento=43

terça-feira, 14 de maio de 2013

Cresce número de fisioterapeutas na prática da Terapia Neural


A Terapia Neural é um método que visa o reequilíbrio neurovegetativo, ou seja, das atividades simpática e parassimpática que modulam a dor, inflamação e processos irritativos que levam à manifestação de disfunções musculoesqueléticas e neurais tratadas pelos fisioterapeutas.

Hérnias discais, fibromialgia, epicondilites, LER/DORTs, lombalgias, tendinites, sinovites, bursites e muitas outras que são alvo de intervenções fisioterapêuticas bioeletrofototermobiológicas, manipulativas ou cinesioterapêuticas têm uma evolução bem mais acelerada por apresentarem, além dos componentes álgicos, inflamatórios e biomecânicos, elementos neurovegetativos que podem ser reequilibrados de maneira segmentar, ganglionar ou sistêmica.

Tal formação era até dois anos atrás, exclusiva para médicos, dentistas e veterinários e passou, por nossa intervenção, a ser oferecido aos fisioterapeutas. Envolve a administração de estímulos específicos de agulhamento que são indutores de tais reequilíbrios. Desta maneira, amplia-se também o espectro terapêutico para outras condições, tais como: enxaquecas, processos distônicos, refluxo, tonturas, tinnitus, insônia e outras, decorrentes de desequilíbrios neurovegetativos passíveis de correção pela administração de estímulos seletivos.

Um número crescente de profissionais em diversos países demonstra o êxito da técnica que se harmoniza com outras abordagens fisioterapêuticas, uma vez que o método, além de tratar algumas disfunções em breve período de tempo, contribui sinergicamente com os métodos de reeducação de postura, osteopatia, FNP, recursos eletrotermofotobiológicos, miofascial release, acupuntura e da própria cinesioterapia.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Equipe multiprofissional

Em primeiro lugar, a equipe é multiprofissional por conter vários profissionais, e não multidisciplinar, porque não envolve várias disciplinas.

Sempre defendí o trabalho individual em bases de autonomia profissional, mas sem deixar de advogar em favor da equipe multiprofissional.

Trabalhar em equipe, na minha concepção, é quando todos os profissionais conhecem seu papel e respeitam o papel do outro. Na prática, não é o que vemos acontecer sempre. Os arroubos corporativistas muitas vezes tentam colocar um único profissional como o líder, chefe ou diretor da equipe. Tal modelo verticalizado falece na sua essência e justificativa social.

Os profissionais de saúde somos elos de uma rede ou corrente, que possuimos reconhecimento do Estado Brasileiro. Fisioterapeutas, médicos, enfermeiros, dentistas e os demais colegas precisamos de forma inegociável respeitar os princípios profissionais dos outros, sem o medo de que o outro vá assumnir o seu papel. Isto seria uma demonstração absoluta de insegurança, imaturidade e até de despreparo profissional. O modelo moderno é horizontal, onde cada elemento desenvolve sua ação de forma integrada.

No âmbito da Terapia Neural há espaço para o conjunto de profissionais de saúde regulamentados no Brasil. A ação "da ferrmaneta" não caracteriza ato profissional específico, mas o seu uso. No caso do fisioterapeuta, este profissional atende às demandas de saúde funcional da população; o dentista, as de saúde bucal, e assim sucessivamente. De forma integrada, repito.

Os arroubos corporativistas que impedem uma maior harmonia entre os profissionais de sáude são a princípio impeditivos de uma boa assistência aos pacientes/clientes.

Propugno que os profissionais efetivamente trabalhem em equipe para que possam exercer sua melhor ciência e arte para o bem social comum, sem rusgas corporativistas. Isso pode contribuir para melhorar a saúde no nosso país.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Congresso Internacional de Terapia Neural reúne especialistas de todo o mundo em Sitges-Barcelona

 Nesta foto está o grupo de conferencistas do congresso. Médicos, dentistas e o fisioterapeuta expuseram dentro de sua experiência casos clínicos, novos conceitos e pesquisas recentes na área.
Segundo o Dr. Julio César Payan de La Roche (COL), a Terapia Neural não é um tratamento para os nossos dias, mas para o tempo futuro. Justifica pelos seus efeitos de auto-eco-organização e de induzir processos de auto-regulação neuro vegetativos ainda não tão bem compreendidos pela ortodoxia, mas que permite interferir positivamente nas disfunções, desequilíbrios e doenças que podem ser tratadas ainda numa fase pré-clínica, sem sintomas, mas já com desvios da normalidade.

Mesas-redondas com profissionais renomados de diversos países constituiram oportunidade ímpar de conhecermos suas experiências, saberes e limitações das práticas clínicas com terapia neural. A Comissão Organizadora, presidida pelo competente Dr. David Vinyes escolheu a dedo cada palestrante do congresso.
A Terapia Neural na saúde pública, em condições específicas como dor, osteoartrite, fibromialgia, paralisia cerebral, câncer e diversas outras, foram alguns dos temas de maior destaque no evento.


 Nesta foto, encontro-me com meus professores Dr. Julio César Payan de La Roche e Dra. Yoseth Osorio, mestres do curso de formação em TN em Bogotá, em 2011. Trouxeram importantes contribuições para o evento. Esperamos que a Odontologia Neurofocal, bem como a Fisioterapia Neural prosperem e se disseminem no Brasil.
Além de mim, a única fisioterapeuta no evento era a Dra. Julia Morera Porta, do Principado de Andorra, pessoa muito simpática e agradável. Praticante da Terapia Neural como fisioterapeuta, contribui com a recuperação de pacientes naquele país.





A produção literária foi marcante. À esquerda, recebo a nova edição em espanhol do livro "Terapia Neural segundo Huneke" do Dr. Lorenz Fisher, das mãos do próprio autor.
O Dr. Fisher e demais conferencistas estiveram receptivos por todo o congresso para conversas e discussões clínicas.




Nesta foto, o nobre amigo e médico Argentino, de Tucumán, Domingo Raul Costilla, pessoa de grande nobreza e de muita experiência em TN. Espero encontrá-lo em breve, assim como os nossos amigos Erasmo e Oscar do México, Diana, que virá ao Brasil em Outubro, Henry, Jeannette, Jenny, Justo Manuel, Mauricio, Mayra, Nioni, Rosas, Isabel y Yommi.
Fiquei honrado em poder ter apresentado a "Fisioterapia Neural" para os diretores da Associação Internacional de Terapia Neural e demais congressistas. Desta forma, voltamos fortalecidos pelas grandes possibilidades de assistirmos nossos pacientes com processos dolorosas e inúmeras outras demandas inflamatórias, traumáticas, degenerativas, enfim, contribuir para o crescimento de desenvolvimento da Fisioterapia neste contexto. O congresso ocorreu de 17 a 20 de Maio de 2012.